BRB se manifesta após Real Brasília deixar o Brasileirão Feminino por falta de patrocínio

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da esport bet: A desistência do Real Brasília do Brasileirão Feminino Série A1 de 2026 tem como principal pano de fundo o encerramento do patrocínio com o Banco de Brasília (BRB), ponto central da apuração doLance!sobre o caso.

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da dobrowin: Em resposta à reportagem, o banco confirmou que o contrato com o clube teve sua vigência encerrada em dezembro de 2025 e esclareceu os critérios que nortearam a decisão.

Vale destacar que o Real Brasília sofreu um transfer ban em 29 de janeiro de 2025. A punição, aplicada pela FIFA, impede o registro de novas atletas enquanto pendências financeiras não forem regularizadas.

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O que alega o BRB

Em nota enviada aoLance!, o BRB informou que todas as decisões relacionadas a patrocínios seguem parâmetros técnicos e estratégicos, alinhados às novas diretrizes da instituição. O banco destacou ainda que contratos ainda vigentes passam por um processo de reavaliação interna, com foco nos princípios de economicidade, transparência e governança, além da observância às normas e boas práticas.

Apesar do encerramento do vínculo com o Real Brasília, o BRB afirmou que mantém a prioridade de investir no Distrito Federal e reforçou o compromisso de apoiar esporte e cultura como instrumentos de transformação social e desenvolvimento econômico. O patrocínio ao Minas Brasília — clube que disputa a Série A2 feminina — seguirá para 2026, confirmou o Lance!.

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O posicionamento do banco ocorre após o Real Brasília divulgar nota oficial anunciando a desistência da Série A1, mesmo tendo garantido esportivamente o direito de disputar a competição em 2026. No comunicado, o clube atribuiu a decisão à impossibilidade de manter a modalidade feminina sem a continuidade do patrocínio master, classificando o cenário como um “impasse insuperável”.

Diante do anúncio, a reportagem procurou o Real Brasília para esclarecer pontos sensíveis da decisão. A reportagem questionou se o patrocínio com o BRB não foi renovado por comum acordo, por eventual descumprimento contratual ou por opção unilateral do banco; como o clube pretende lidar com valores pendentes a atletas, se por via administrativa ou judicial; se a desistência é, de fato, irrevogável; e qual será o destino das jogadoras que possuem contrato vigente, incluindo possíveis rescisões formais.

Até o momento da publicação desta reportagem, o Real Brasília não havia respondido aos questionamentos.

O clube, que iniciou o projeto feminino em 2019 e permaneceu por cinco temporadas consecutivas na elite do futebol feminino nacional, deixa a Série A1 em um contexto que expõe, mais uma vez, a fragilidade financeira de iniciativas dependentes de patrocínios pontuais.

Com a saída confirmada, caberá à CBF definir como será preenchida a vaga aberta na principal divisão do Brasileirão Feminino de 2026. Para entender os critérios, confira a matéria ‘Quem deve ficar com as vagas de Fortaleza e Real Brasília? O cenário do Brasileirão Feminino para 2026’.

Notas na íntegra

Real Brasília

Nota Oficial – sobre a modalidade feminina

O Real Brasília nasceu de um sonho de ajudar o futebol do Distrito Federal e ir mais longe. Primeiro com a modalidade masculina. Em 2019, fomos procurados por atletas que não tinham clube para jogar o campeonato feminino. Após alguns estudos, aceitamos formar a modalidade. Montamos uma equipe competitiva, que já no primeiro ano de atuação sagrou-se campeã, o que se repetiu nos seis anos consecutivos. E assim o fizemos em prestígio à modalidade, pois, por não estarmos em nenhuma competição nacional masculina, sequer tínhamos obrigação de ter a modalidade feminina no futebol.

Essa decisão foi tomada em prestígio ao futebol feminino, mesmo não havendo, à época, obrigação regulamentar para a manutenção da modalidade, uma vez que o clube não disputava competições nacionais no futebol masculino.

Assim, já em 2020, o Real Brasília disputou o Campeonato Brasileiro Feminino Série A2 e obteve êxito na classificação para a Série A1, na qual se manteve por cinco temporadas consecutivas, inclusive garantindo o direito esportivo de participação na Série A1 em 2026.

Ao longo dessa caminhada, o clube enfrentou inúmeros desafios e barreiras, entre eles episódios de difamação injusta que lhe causou severos prejuízos, o período da pandemia de COVID-19, no qual todos os contratos e salários foram mantidos rigorosamente em dia, e, mais recentemente, uma apenação aplicada sem que tivesse sido assegurado o elementar direito de defesa. Tais situações estão sendo enfrentadas com as medidas administrativas e judiciais cabíveis.

No entanto, apesar de inúmeras diligências realizadas na busca pela manutenção da modalidade, o clube se encontra diante de impasse insuperável, pois não obtivemos a continuidade do patrocínio master, o que torna inviável a participação do Real Brasília no Campeonato Brasileiro Feminino Série A1 na temporada de 2026.

Mesmo reconhecendo a importância da modalidade e às vésperas da realização do Campeonato Mundial de Futebol Feminino no Brasil, somos forçados, pelas circunstâncias, a tomar essa difícil, porém responsável, decisão.

BRB

O BRB informa que o contrato de patrocínio com o Real Brasília Futebol Clube encerrou sua vigência em dezembro de 2025.

Todas as decisões relacionadas a patrocínios seguem critérios técnicos e estratégicos, alinhados às novas diretrizes do Banco.

Os contratos ainda vigentes estão sendo criteriosamente reavaliados em um processo interno que observa os princípios de economicidade, transparência e governança, garantindo, sobretudo, conformidade com normas e boas práticas.

O Banco reafirma sua prioridade de investir em Brasília, mantendo o compromisso de apoiar esporte e cultura como vetores de transformação social, promoção da cidadania e desenvolvimento econômico.

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